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quarta-feira, 13 de abril de 2011

QUE ME PERDOEM OS ESCRAVOS DA MODA



A vaidade é um sentimento com várias faces. Dizem ser o mais perigoso pecado capital. Mas me pergunto: - Quem não tem lá suas vaidades? Ligada à soberba e a ganância, ela atinge vários âmbitos da sociedade. Os vaidosos que querem causar a inveja com o desfile de um carro novo , uma simples roupa nova,ou aqueles perigosos que sugam a felicidade alheia com os olhos e lambem os lábios contando dinheiro.Somos aquilo em que acreditamos, assim somos aquilo que os outros enxergam, e bem mais do que nós. Essas são as vaidades inofensivas ou letais, se assim posso classificar, fazem mal somente quem as levam como estandarte.

Esta semana nas lojas, logo comecei a observar a quantidade de mulheres com salto alto fazendo compras, andando ,rebolando para um lado e para o outro,também os cabelos ,não posso esquecer. Acho bonito, charmoso. Mas não sei andar com eles definitivamente. Tem certas ocasiões que sou obrigada a calçar para combinar com o ambiente e roupa, mas a vontade é bem diferente.

Pés livres, confortáveis. Lembro que pequena existia a cobrança: “– Você vai com este vestido, coloque este sapato, está linda, pronto! Nada de choro.” Eu me sentindo uma bonequinha de feira, das feias.

As sequelas chegaram na adolescência, pois não sabia tirar um tênis dos pés nem uma boa chinela de dedo . Hoje não é diferente. Só calço o salto agulha quando vou descer do carro, e mesmo assim quem olhar para debaixo da mesa em que estou vai ver os meus pés bem longes dos sapatos, felizes como Narciso olhando o espelho.

Uma emancipação diante uma tribo de vaidosos que perseguem os que não gostam de coisas ditadas pela moda, uma conquista corporal. Pés livres, soltos e felizes, simplesmente (sem dores) nas alturas.



Yasmine Lemos

13/04/2011

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

VAMOS INVADIR!!!

Oi Pessoas de espírito leve!!!

Estava com saudades. Espero que tenham aproveitado bem o R.O (resto de ontem) da ceia natalina...

Por falar em R.O, lembrei que as férias chegaram e com ela, muita coisa boa junto em pacotes de diversos gostos e pesos para cada bolso.


Malas arrumadas, chinelos espalhados, redes na varanda, um mar maravilhoso cochilando junto com nosso soninho da tarde.

Enfim, as férias é uma época tão democrática quanto o carnaval.


Cada um faz do seu jeito. O “Jet society” com cara de poucos amigos mistura-se com o “Jet farofal” que sabe ser feliz, pelo menos aqui nas belas praias do RN.


Antigas kombis, se aglomeram nos engarramentos junto com os carrões importados que não decoro nome de nenhum.

Gente feliz, gente contente. Bóias gigantescas tirando a visão dos passeios de lancha. A praia é de todos , mas poucos sabem.

Vamos com todos os paramentos , não esquecendo os saquinhos para recolher o lixo.



Eu recomendo ...

Yasmine Lemos

27/12/2011











terça-feira, 30 de novembro de 2010

A FUTILIDADE TAMBÉM PEGA FILA




A futilidade tem vários rostos, mas algumas linhas de expressão realçam mais : a frivolidade e o pouco racíocinio. Uma preguiça em querer sair do mundo egoísta e banal.

Sempre gostei de entrar nessas lojas grandes que tem sempre uma cantora baiana como garota propaganda da nova coleção. É uma terapia para mim. Diferente daquelas maisons (boutiques de grifes) caríssimas que só de olhar a vitrine e os olhares poucos simpáticos das vendedoras, sinto vontade de estirar a língua , criança no banco de trás do carro dos pais faz muito isso.

Já tive fases da minha vida que  comprava coisas de marcas boas mas não havia comparação. É bom, é estimulante. Passei por ínumeras etapas, até assistir inúmeros invernos e verões, tendo que escolher entre uma comida do meu bebê ou aquele biquini show para o verão. Fui aprendendo e agradeço a vida por isto. Sou vaidosa, adoro me arrumar, acho que toda mulher deve querer  se sentir bonita, mas tudo tem limite. Tudo muda em segundos ou é mentira?


Hoje entrei mais uma vez nessas super lojas populares e gigantescas, me sinto em casa, as vendedoras não me seguem, nem sabem meu aniversário, nem o número do meu telefone, não recebo cartões obrigatórios de boas festas, elas sabem que estou na multidão, nem ficam me babando porque deixo que elas alcance a cota de vendas do dia .

Percebi um grupo de jovens bem arrumadinhas até demais para uma manhã de sol , cabelos super escovados, salto alto, bolsas de grifes enormes, nariz empinado e uma certa vergonha de serem reconhecidas por lá.


Eu longe de ser bondosa nessas horas, me sinto uma platéia privilegiada. Fui me aproximando e percebi de perto a agonia e a discussão em quem iria para fila, enquanto os blackberrys se misturavam aos cabides e chaves dos carros das luluzinhas. Veio uma vontade de perguntar se elas não iriam postar no twitter

– “Estamos aqui na loja tal, comprando na liquidação, marca...


Ih! Seria uma maldade.


Eu fui pra fila ainda esticando o pescoço para assistir o “desespero” das pobres meninas.

Aqui na minha linda terra minha gente, tem de tudo: corrupção na política, propina, cinismo e futilidade para dá e vender em cabides com ou sem grife .


E como dizia meu velho pai “vamos em frente que atrás vem gente” no meu caso, na fila.

Yasmine Lemos

30//11/2010

























quarta-feira, 10 de novembro de 2010

AVES DE RAPINA


Vejo aves de rapina cercando sorrisos e laços. Estas aves são pessoas que não sabem ser, são estigmas.

Querem picar,roubar, ferir, separar e fugir, soltando grunhidos horrendos. Pensam que voam. Só os pássaros que amam, voam. Estas pessoas não.

Levam no bico pedaços de alegrias alheias, de longe observo, sem estilingue, me liberto. Voo para um rumo certo: minha alma, espaço do grito que ninguém ouve.

-Voem passarinhos!

Yasmine Lemos

10/11/2010

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

A MOEDA


O dinheiro fácil revela a ganância, a alma do homem sozinho, embora muitas vezes cheio de  pessoas ao redor. Como se fossem moedas. E ainda ousam falar de amor.

YL

08/11/2010




quinta-feira, 4 de novembro de 2010

O CHATO E O POETA

O Chato e o Poeta

Freud identificava a linguagem do neurótico que, facilmente, pode ser traduzida por um texto enfadonho. Em contrapartida, o pai da Psicanálise dá pistas de uma comunicação atrativa



Por Jorge Forbes

REVISTA PSIQUÊ /NOV 2010

Freud sempre se preocupou com coisas simples, característica dos gênios: achar o novo no que todo mundo vê, mas que não enxerga. Entre suas simplicidades, ele escreveu dois artigos em 1908 que sempre me chamaram a atenção pelo tema que abordam e que assim eu resumiria: por que tem tanta gente chata no mundo, aquela que começa a contar um caso e já vai dando sono, e tem gente interessante, que contando a mesma história nos desperta e interessa?



Os dois textos são complementares, chamam-se: A Novela Familiar do Neurótico (Romances Familiares) e O Poeta e o Fantasiar (Escritores Criativos). Bastam os títulos para termos uma ideia da anteposição entre o neurótico e o poeta, para o vienense. Freud se pergunta o que diferenciaria o poeta - no sentido geral daquele que cria e não só o que compõe versos - do homem comum, genericamente, o neurótico. Seriam os temas que escolheriam para tratar que marcariam a diferença entre atrativos e desinteressantes? Um só falaria de coisas importantes e universais e o outro de sua vidinha?



Neurótico ou criativo



A resposta é não, mesmo porque estamos sempre contando a mesma história, ou melhor, tentando completar uma história esburacada, a nossa. O que os diferencia é o tratamento dado ao texto. Um, o neurótico, é orgulhoso de sua história, ela é só sua: o interlocutor tem que entendê-la tal qual, nos mínimos detalhes, arriscando inclusive ter que responder a uma sabatina para provar a boa atenção. O que ele teme é que vejamos suas fantasias pessoais naquilo que nos diz. "Sentiríamos repulsa, ou permaneceríamos indiferentes ao tomar conhecimento de tais fantasias", escreve o psicanalista.



O escritor criativo, por sua vez, "quando nos apresenta suas peças, ou nos relata o que julgamos ser seus próprios devaneios, sentimos um grande prazer, provavelmente originário da confluência de muitas fontes." Freud conclui da seguinte maneira sua reflexão sobre o efeito que um texto interessante nos causa: "A satisfação... talvez seja devida à possibilidade que o escritor nos oferece de, dali em diante, nos deleitarmos com nossos próprios devaneios, sem auto-acusações ou vergonha."



Sabido o que diferencia um relato do outro, fica a pergunta de como conseguir o texto atraente. Partindo da questão da autoacusação, analisemos. A primeira ideia, a mais banal - e equivocada - seria dizer que o poeta, sempre no amplo sentido, é um desaforado, um sem-vergonha. Nada disso. Melhor será notar que o poeta está mais livre do peso da expectativa do outro sobre ele, que um homem comum. Ele não fica tentando controlar como o outro vai entender o que ele diz; seria até engraçado imaginar a cena de um escritor que tentasse ao mesmo tempo escrever e impor como deveria ser interpretado.



Soluções Singulares



O poeta não teme o mal-entendido porque aprendeu que ele não é um erro, é estrutural da espécie humana, como demonstrou Lacan. E se a segurança não vem do "o que o outro vai pensar de mim", de onde ela vem? Exatamente da certeza constitutiva do mal-entendido que o faz trocar o julgamento do outro, frente ao qual somos invariavelmente culpados, por uma responsabilidade singular, que o leva a criar histórias que recobrem frouxamente o espaço do sem palavra. ´Poeta´ vem do termo 'poiesis', justamente: criar, inventar, fazer. Por uma história de um neurótico, ninguém passa, só assistem a ela; por uma história de poeta, muitas outras histórias passam. Com sua posição de responsabilidade ética, e por sua estética aberta, generosa, o poeta faz com que nós também nos livremos das autoacusações acachapantes e nos arrisquemos a inventar soluções mais singulares a nossos desejos.



"Por uma história de um neurótico, ninguém passa, só assistem a ela; por uma história de poeta, muitas outras histórias passam"



Deixo para comentar futuramente um terceiro tipo de texto, o psicótico. Seria, falando brevemente, aquele escrito sem pé nem cabeça, do qual só se depreende ruído de palavras e nenhum efeito de sentido. Adianto que não se deve confundir texto psicótico, com o quadro psicopatológico. Escrito psicótico não é aquele escrito por um psicótico.



E, para finalizar, uma lembrança. Com facilidade podemos extrapolar o que comentamos sobre os textos, para os relatos das pessoas em geral. Quem diria que, além de nos explicar, Freud deu dicas para um mundo menos chato?!







Jorge Forbes é psicanalista e médico psiquiatra. É Analista Membro da Escola Brasileira de Psicanálise (A.M.E.), Preside o IPLA - Instituto da Psicanálise Lacaniana e dirige a Clínica de Psicanálise do Centro do Genoma Humano da USP. www.jorgeforbes.com.br

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

PERTENCE?


O homem pertence aquilo que conquista , ama e quer ficar ao lado . Eu sei, ou acho isto. Pertence e muitas vezes não possui, não tem na essência, apenas na ilusão de pousar para uma fotografia, aliás, acho que as fotografias são facas instigantes. Algumas cortam só de você olhar um sorriso quase feliz, outras a revelação destoa com a mentira colorida. O homem é daquilo que se revela, eu acredito nisso. O mundo não pertence a ninguém, embora ele nos devore quase sempre.

 
Yasmine Lemos

18/10/2010

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

ARTIMANHA



Quando um choro quer espernear no meu peito, com as chaves nas mãos do pensamento, ponho os cadeados fechados, e as ferrugens me arranham, e o tremor no corpo é a prova que há uma agonia tentando explodir dentro de mim, embrenhando-se nas lembranças de atos desumanos.

É preciso ultrapassar a memória, é necessário não deixar as portas e janelas abertas de um corpo querendo festa. A música me ajuda, acalentando a dor na alma deixando que a melodia entre , cante , emocione, e até chore para ela, fazendo o meu papel de vítima escolhida na frieza dos que não sabem sorrir e amar ao próximo.

Meu corpo fica, mas eu vou com a alma e a tristeza não me reconhece, pois sou semente que brota e não erva daninha que esgota a euforia.

Guerra entre choro, realidade, sensatez e minha vontade de querer todos iguais, nenhuma distinção, nem preço.

Sonho infantil, imaturidade de quem apenas escreve o que sente e engana-se floreando páginas, onde nas entrelinhas o coração pulsa e seus tons alteram como minha respiração.

Preciso entender melhor o mundo, as pessoas, preciso, mas não quero.

Escondo-me no meu mundo, “Terra do Nunca”, Peter Pan, Sininho e Capitão Gancho, pouco importa, não mato a infância, dela eu tenho sede, para que nessas horas, a alegria espante com um sorriso largo todas as más intenções adultas.



Yasmine Lemos

01/10/2010

terça-feira, 21 de setembro de 2010

DA FALSA BONDADE


“Aprendi o silêncio com os faladores, a tolerância com os intolerantes, a bondade com os maldosos; e, por estranho que pareça, sou grato a esses professores”.



(Khalil Gibran)



No meio em que vivemos esperamos sempre uma explicação razoável diante de qualquer reação adversa.



Hoje me lembrei de alguns ensinamentos sobre defender-se da maldade humana, do cinismo, dos maquiavélicos.



Somos ensinados a prevernir nosso espírito das ciladas estranhas.



Temos o consolo de saber pela história da humanidade que até o Jesus não escapou de um fingimento de um amigo, uma traição. A inveja já começou com Caim, o invejoso e ciumento “modelo” da história. Já em diversas culturas, oferecem um leque de autodefesa.



As benzedeiras, orações, velas, imagens de santos, meditação entre outras coisas.



Não somos santos, nos tornamos santos, logo depois da morte. E dos que nos rodeiam , pouco sabemos,e nunca seremos capazes de alcançar o que está por trás de um olhar fuzilante diante do nosso sorriso. O que nos resta: “- Vigiai e orai segundo Jesus”. Mesmo para quem não tem crença, vale a frase na mente.



E eu prefiro afastar todos os “cálices” de vinho alterados da minha mesa.







Yasmine Lemos



21/09/2010










segunda-feira, 20 de setembro de 2010

SEGUNDA PRIMEIRA


Não gosto da segunda-feira.

Inicio de tudo de novo ,repetidamente.

Segunda não é segunda , é primeira .

Engana-se quem quiser.

Que venha a semana.



Yasmine Lemos

20/09/2010

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

PEQUENO RESUMO DA SEMANA


As notícias dos jornais esta semana foram tragicômicas.

As que mais me chamaram atenção:

O estádio de futebol mais antigo da capital foi repassado da prefeitura para o estado, agora ele vai passar por uma licitação, (imagino os tramites) sentí pena do gigante, ele vai para forca, a copa de 2014 vem como um tsunami.

Uma mulher foi assaltada, e num ataque de não sei o que, persegue o bandido e o atropela e mata.

Outra notícia, o governo fala que vai inaugurar uma obra, mas a tal, já foi inaugurada e está abandonada.

Sem contar nas agendas dos candidatos e suas fotos nas caminhadas, nunca vi tanto abraço.

Termina a semana e todo mundo fingindo que está tudo uma maravilha, aqui é assim.

E ainda sobram sorrisos para fotos .



Yasmine Lemos

17/09/2010



quinta-feira, 2 de setembro de 2010

INSTINTO MATERNO PURO

Que muitas mães da raça humana aprendam a lição . Não maltratem seus filhos, não joguem no lixo , não abortem , não desprezem sua cria , não matem . YL

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