O céu, as flores, as músicas, as
declarações e vontades. As futilidades e vaidades. Tudo já entregue, tudo já
feito , presenteado ou roubado. O filho nascido e desejado. Decepções e
frustrações à parte, ele agora se calava diante de qualquer “amor questionador”,
preguiça talvez, excitação amornada. Repetir pra quê? E sonho se repete?
Tenho muito de bruxa sim, na comida , meus temperos são como uma alquimia ,no amor e na vida , intuição aguçada , despreparada muitas vezes para a verdade vindoura e invisível , sentida no vento , no tempo . Sou uma bruxa meia -boca: não sei voar , muito menos fazer porções para fazer desaparecer o mal . Ainda assim , faço fé nas minhas energias boas onde o amor pode tudo , sabe tudo e não tem pra ninguém .
P.S: Darei uma parada breve, depois retorno e MUITO obrigada pelas visitas e comentários. bjs YL
Disse tudo o que sentia. Falou
verdades engasgadas. Não houve gritos, sequer barulho. Eu precisava ouvi-la, conversa
seca. A outra que mora em mim, saiu dona de si. Hoje meu silêncio é alívio .
Uma lição .
p.s: Turma estou tendo problemas para postar comentários, novamente conexão.Mais tarde passo nos blogues .bjs
Tem momentos em que a alegria
precisa ficar quieta, sem alardes, tudo tem seu tempo. Comer a melhor parte degustando
devagar para não causar transtornos futuros. As flores desabrocham silenciosamente,
o sol se põe e não ouvimos barulhos, apenas contemplamos, não há necessidade de
espantar os pássaros, a multidão que mora em mim está sabendo segurar os
portões dos impulsos. Tem hora para tudo, e para isto é preciso silêncio. Não
existe regra, existe intuição.
Oi turma! pane geral por aqui , computador falhando , conexão péssima , conseguindo agora e aproveitando ...mas estou relendo e devorando "O Pequeno Príncipe " com meu filho , maravilha ! Deixo meu desejo de um fim de semana de muita paz e alegria , uma frase que adoro e o som de Lulu Santos . beijos YL
"Quando se anda sempre em frente , não pode mesmo ir longe "(Sant Exupéry , O Pequeno Príncipe)
- Por que jamais consegui ser a
mais certinha e exemplar?
Deve ter sido porque nunca gostei de
quarto cor de rosa, de bonecas bem
arrumadinhas na estante, nem corações desenhados nas pareces e nas bordas de
cadernos, talvez porque nunca tive vontade de ir à Disney conversar com o Pateta , nem a festa de formatura,
pode ser porque não mudo meu tom de voz se quero alguma coisa, porque não ando
em linha reta,meus caminhos tortos não me prendem, não uso agenda, nem decoro
marcas de carros ou roupas, não uso estratégias, nem conjecturas e manhas com
chantagens. Será?
A pergunta que espere mais um
tempo, pois, serei reprovada novamente, não marcarei X em resposta alguma,
prefiro continuar vivendo ,tropeçando e nada sabendo.
" Muito barulho por nada, Por nada no futuro. Vamos falar mais baixo, Vamos parar pra escutar. Uma barriga roncando, uma mamãe chorando ..." (Kid Abelha)
Que maravilha não saber de nada. Se soubesse das minhas respostas, quem iria escrever minha alma? Ela seria esquecida por mim . Minhas linhas das mãos mudam, se desencontram. As que ficam no papel até depois de rasgadas, ficarão grudadas em algum pensamento, algum coração. Não saber de nada, é buscar do mundo seus silêncios confusos, sejam nos sonhos de relâmpago ,quando o olhar se fecha , no meu movimento de prender o cabelo. Neste exato momento sei e sinto, outra mão segurando meu rosto, gesto impreciso, gesto perfeito. É quando sonho em um piscar de olhos. E isto me basta . Uma gota de certeza , uma imensidão de desejos ...
Esconde-se dentro de um labirinto a angústia, tormento de um peito cansado.
Mostrar-me feliz quando meu sorriso chora, esquiva-se.
Olhar a lua é mergulhar na chuva que exorciza alma em desconforto.
Porque não posso fazer perguntas, porque não se deve fazer perguntas para quem escreve sobre a fé.
E a lua está sozinha e linda. Eu espero um desfecho para que minha avó descanse. Corpo pequeno e sozinho, alma imensa como a luz da lua.
Recorro a poesia deito e choro, acalanto de ilusão. A palavras não podem fugir de mim, elas precisam ficar, do contrário , não faria sentido um poema que não fosse unguento até para sobreviver .
P.S: Aos amigos agradeço as mensagens de fim de ano.Estou na tensão pelo estado de saúde da minha avó ,por isso a ausência.
Não dou respostas ao tempo. Procuro seu respeito. Quem é o dono da razão, não precisa de respostas cheias de anseios e dúvidas, de um coração que a emoção cercou e delimitou todas as áreas.
Não respondo. Aprendi com ele a silenciar na agonia, a calar-me no choro que incha a garganta, prendendo a voz.
Ele, como mãe que comanda o apetite do filho no seio, sabe a tormenta da solidão de quem nada sabe, mas sente. Tendo nas mãos o hoje, amanhã ou tempo sem horários, todos dele.
De mim não terá perguntas nem respostas, só respeito de quem brinca com todos os sentimentos alheios.
Eu nunca acreditei em papai Noel. Não lembro de ter colocado sapatos na janela. Nunca me pouparam da verdade. Hoje eu queria acreditar. Pedir um mar, olhar de longe, respeitar o tempo do fruto que não se arranca, uma rosa na roseira, ganhar presentes que jamais virão com laços e fitas. Sonhar. Olhar e acreditar que por segundos foram meus. Coisa de criança que o tempo e a vida não quiseram me ensinar.
As poucas vezes em que me aquieto, lembro de coisas pequenas ao meu redor. Falas antigas sem nexo, coisas que não entendia, nem queria ouvir. Não sei. Pensamentos guardados que acordam na hora não exata. Entre eles uma imaturidade beirando a demência.
Colocar um perfume e achar que poderia mudar um sentimento. Acreditava que o aroma perfumava meu coração. Engano. Eu perfumava o corpo. E o mundo me mostrava outros aromas desafiadores, como a ganância, inveja e mentira.
Os conheci cedo, ainda era uma menina. Hoje, adulta eles já não me assustam. Evaporam-se, escondo as tampas dos frascos dos seus venenos . Minhas viagens...
Não deixei de gostar de perfumes, deixei de acreditar um pouco nas intenções humanas.
Elas não têm aroma, são frascos vazios.
Já não estou mais quieta, busco a música, com ela sinto cheiros de coisas lindas, de pessoas iluminadas, de rosto de criança.
Preciso de um aroma para espalhar ou receber, cheios de gestos brandos, abraços lentos, com um perfume que só as boas almas entendem e sentem.
"Não quero saber do sofrimento, quero é felicidade. Não gosto de fazer lamúrias. Uma vez, discuti feio sobre determinada situação. Fiquei sozinho em casa, cheio de razão e triste pra cacete. Então, pra que querer ter sempre razão? Não quero ter razão, Quero é ser Feliz!".
O dinheiro fácil revela a ganância, a alma do homem sozinho, embora muitas vezes cheio de pessoas ao redor. Como se fossem moedas. E ainda ousam falar de amor.