sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
DOAÇÃO
Estupidez a minha
Tentar arrancar os sentimentos da sua alma .
Tentar arrancar os sentimentos da sua alma .
Dedos inchados,
Mãos doloridas,
Vergonha.
Desejo então sua rebeldia
Você roubando o que sinto
Rasgando pele, espírito
Todos os meus sentidos.
Yasmine Lemos
25/02/2010
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
REDEMOINHO
E quase sempre o sono não vem. É a hora da ida para o deserto da minha solidão, só eu sei chegar lá e não sei sair. Redemoinhos de pensamentos. Entre olhos ardendo, cabeça latejando, personagens que invento e outros reais, reclamando um desfecho. Então percebo meu corpo cansando de esperar por mim.
Yasmine Lemos
23/02/2010
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
UMA LEITURA
Pega pelo tato
Felino indócil
Presa indefesa
Sangue
Sangue
Digitais em todo corpo
Alma gritando
Eu me prendendo
Você me reescrevendo.
Yasmine Lemos
19/12/2010
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
ELA ME CALA
A poesia quieta como aprendiz constante
Não escreve letras nem frases
Mas a ouço falar dona dos meus cantos
E assim me calo em desconforto.
Yasmine Lemos
18/02/2010
terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
domingo, 14 de fevereiro de 2010
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
ALEGRIA SEM ALEGORIA
Como se foge do carnaval, não busco inventar fantasias. Cavo a terra até enterrar a outra que pula feliz por contentar-se com o colorido passageiro de um bloco. Quieta! Grito para mim.
No peito o abafado do grito. E continuo a cavar, procurando não me jogar, mas sepultar a mágoa, a injustiça.
O peso nas costas me empurra para o buraco, agora maior. Paro e reflito. Não é hora de ser equilibrista sem a rede de proteção. Deixo tudo de lado e quero a outra aqui.
Vestir-me de palhaço e, saltar os buracos. Perceber depois do cansaço, que pulei meu carnaval diário, sem precisar de anunciação da orquestra.
Yasmine Lemos
10/02/2010
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
ESPAÇO
Fica ao meu lado.
Dá-me seu jeito de ser.
Não importa mais quem sou.
Talvez nunca tenha sido.
Sou o que não tem o espaço preciso,
Se estiveres, eu existo.
Yasmine Lemos
05/02/2010
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
PROTEÇÃO
Quando anjo entrou pela porta, viu que não possuía asas. Homem-menino que não entende que seu vôo está no corpo, no sexto sentido que dorme. E cansado espera oração, gozo, consolação.
O corpo imóvel, o anjo parado. O amor agora acordado.
Eles voaram, se amando, sem sair do chão.
Yasmine Lemos
02/02/2010
TRECHOS DE UM QUASE CONTO

...O andar ele conheceu de longe, era Suy. Caminhava sobre pedras. O corpo estava machucado menos que a alma, olhou em volta do cenário e viu que ela havia quebrado os obstáculos, escalado montanhas. Voltava de uma batalha contra a própria vida.
As mãos ainda tinham manchas de sangue, fragmentos de cinismo, ou hipocrisia, restos de terra, areia de mar, céu sem lua. E ele sabia que ela ao chegar ao final do caminho, ele não estaria lá.
Ela deu sinais de esperança, plantou fogueiras, esquentou a comida, molhou as rosas. Era sentimento demais para receber, o peso das pedras das montanhas estava agora nos seus bolsos. Ele não pretendia morrer de amores. Não reconhecia em Suy a imperfeição e mediocridade que o motivasse a se acomodar.
Noah foi embora. Não agüentaria tanto amor por nada...
Yasmine Lemos
02/02/2010
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
SEM MAPA
E eu que pensava que amar era simetricamente correto. Nada disso. Certo se for torto, um cálculo que deu errado e a dúvida que persegue a mente inquieta, choro e não o riso. Nada de roteiros, nem mapas. Quero perder-me em abismos e caminhos ásperos, voltar com os pés feridos, tirar os espinhos, curar as feridas e seguir viagem dentro de sua alma. E voltar a sorrir seu sorriso.
Yasmine Lemos
29/01/2010
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
MORRER E ACORDAR
Minha terra não é minha
Nem mares
Nem rios
Nem pássaros
O que tem lá
É uma multidão cega
Monstros derramando vaidade
E um amor a reclamar
Desejo de cuidar
Amar com vontade de morrer
Todos os dias
Amar e morrer e acordar .
Yasmine Lemos
27/01/2010
sábado, 23 de janeiro de 2010
RIQUEZA
Vestido de chita e mato
Panela de barro
Fornalha de amor
Música e simplicidade
Pinga
Raridade
Yasmine Lemos
22/01/2010
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