terça-feira, 30 de novembro de 2010

A FUTILIDADE TAMBÉM PEGA FILA




A futilidade tem vários rostos, mas algumas linhas de expressão realçam mais : a frivolidade e o pouco racíocinio. Uma preguiça em querer sair do mundo egoísta e banal.

Sempre gostei de entrar nessas lojas grandes que tem sempre uma cantora baiana como garota propaganda da nova coleção. É uma terapia para mim. Diferente daquelas maisons (boutiques de grifes) caríssimas que só de olhar a vitrine e os olhares poucos simpáticos das vendedoras, sinto vontade de estirar a língua , criança no banco de trás do carro dos pais faz muito isso.

Já tive fases da minha vida que  comprava coisas de marcas boas mas não havia comparação. É bom, é estimulante. Passei por ínumeras etapas, até assistir inúmeros invernos e verões, tendo que escolher entre uma comida do meu bebê ou aquele biquini show para o verão. Fui aprendendo e agradeço a vida por isto. Sou vaidosa, adoro me arrumar, acho que toda mulher deve querer  se sentir bonita, mas tudo tem limite. Tudo muda em segundos ou é mentira?


Hoje entrei mais uma vez nessas super lojas populares e gigantescas, me sinto em casa, as vendedoras não me seguem, nem sabem meu aniversário, nem o número do meu telefone, não recebo cartões obrigatórios de boas festas, elas sabem que estou na multidão, nem ficam me babando porque deixo que elas alcance a cota de vendas do dia .

Percebi um grupo de jovens bem arrumadinhas até demais para uma manhã de sol , cabelos super escovados, salto alto, bolsas de grifes enormes, nariz empinado e uma certa vergonha de serem reconhecidas por lá.


Eu longe de ser bondosa nessas horas, me sinto uma platéia privilegiada. Fui me aproximando e percebi de perto a agonia e a discussão em quem iria para fila, enquanto os blackberrys se misturavam aos cabides e chaves dos carros das luluzinhas. Veio uma vontade de perguntar se elas não iriam postar no twitter

– “Estamos aqui na loja tal, comprando na liquidação, marca...


Ih! Seria uma maldade.


Eu fui pra fila ainda esticando o pescoço para assistir o “desespero” das pobres meninas.

Aqui na minha linda terra minha gente, tem de tudo: corrupção na política, propina, cinismo e futilidade para dá e vender em cabides com ou sem grife .


E como dizia meu velho pai “vamos em frente que atrás vem gente” no meu caso, na fila.

Yasmine Lemos

30//11/2010

























segunda-feira, 29 de novembro de 2010

RIO DE JANEIRO FELIZ

Imagem: terra.com

Feliz  segunda-feira . O Rio de Janeiro enfrentou uma batalha histórica contra o tráfico, parabéns as forças armadas , aos policiais e a população sofrida que mostrou coragem e colaborou muito para um desfecho feliz . YL

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

QUINTANA & CLARA

"Amar:


Fechei os olhos para não te ver


e a minha boca para não dizer...


E dos meus olhos fechados desceram lágrimas que não enxuguei,


e da minha boca fechada nasceram sussurros


e palavras mudas que te dediquei...

O amor é quando a gente mora um no outro".
(Mário Quintana)


RIO DE JANEIRO

Fotos : terra.com

O rio precisa correr
O Rio precisa continuar lindo
A água suja de sangue e drogas
O mar do Rio precisa ficar azul
O rio precisa ser livre.
Paz é o que  todos precisam .

Yasmine Lemos
26/11/2010

GIL & CARLA

Um fim de semana com muita paz e amor
bjs
YL

AINDA MENINO



Venha aqui , beija-flor
Beije logo
Leve embora
Lave
Limpe
Ame a flor
Cuide
Vamos , beija-flor .

Yasmine Lemos
26/11/2010
(Do Livro Vestida em Versos)

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

PARABÉNS


Hoje ela completa 91 anos de vida . A sua idade e serenidade  nos dá uma tremenda lição de  como  "é preciso saber viver"  . Parabéns minha linda . Vovó Maria , Vovó Bisa . Amo você . YL

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

AROMAS E SONHOS


As poucas vezes em que me aquieto, lembro de coisas pequenas ao meu redor. Falas antigas sem nexo, coisas que não entendia, nem queria ouvir. Não sei. Pensamentos guardados que acordam na hora não exata. Entre eles uma imaturidade beirando a demência.

Colocar um perfume e achar que poderia mudar um sentimento. Acreditava que o aroma perfumava meu coração. Engano. Eu perfumava o corpo. E o mundo me mostrava outros aromas desafiadores, como a ganância, inveja e mentira.

Os conheci cedo, ainda era uma menina. Hoje, adulta eles já não me assustam. Evaporam-se, escondo as tampas dos frascos dos seus venenos . Minhas viagens...

Não deixei de gostar de perfumes, deixei de acreditar um pouco nas intenções humanas.

Elas não têm aroma, são frascos vazios.

Já não estou mais quieta, busco a música, com ela sinto cheiros de coisas lindas, de pessoas iluminadas, de rosto de criança.

Preciso de um aroma para espalhar ou receber, cheios de gestos brandos, abraços lentos, com um perfume que só as boas almas entendem e sentem.

Viva a vida simples e de sonhos .


Yasmine Lemos

24/11/2010



terça-feira, 23 de novembro de 2010

SÓ AS FLORES


Aquela casa mudou.

Deveriam colocar placa de “mudou-se”

Lá não mora mais o barulho das panelas quentes,

Nem os gritos dos que aprenderam a andar pelos corredores limpos

Encerados com brilho que antecipava a visita boa

Roupas passadas na goma

Cheiro de café acordando a vida

O jardim ainda sorri, enfeita o cimento quente.

Pedindo sombra , balança o jasmin quando passo perto

Aquela casa é um passado querendo ficar

Presente querendo partir.

Eu fui feliz lá

Eu fui triste também

Mas eu ainda sou uma casa

Aquela casa de vovó Maria

Ando com ela no meu peito, abro a porta apenas para os dias de sorrisos e festas.

Depois a fecho com minhas chaves tortas e trago só as flores de volta.



Yasmine Lemos

23/11/2010

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

AMANHECENDO





Acordo , alguma guerra eu trago na mente .

Sonhos incertos

Sinto peso nos ombros e meus dedos doloridos

No chuveiro água leva e lava meus pesadelos

Sinto um cheiro de semana obediente.

Meus olhos molhados, corpo com saudade

A vida me esperando altiva

Não existe não
Respondo sem pensar:

Estou aqui, vou lhe servir.

Yasmine Lemos

22/11/2010


























sábado, 20 de novembro de 2010

EI MENINA RICA!

Voz singular!!! adoro... YL

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

VOCÊ NÃO MERECE SOFRER...

"...merece samba,...merece beijo..." (Carlinhos Brown)

Um fim de semana de paz e alegria
bj
YL


UM SOM ANTIGO QUE NÃO ENVELHECE


Assim como Cristo, as árvores cintilantes e a figura do Papai Noel, a música natalina é uma tradição que atravessa o tempo. Por mais tecnológico e frenético que seja o mundo de hoje, canções como Noite Feliz e Jingle Bells, que embalaram muitas gerações, continuam a fazer parte do ritual de Natal do século 21.

Tradicionalmente cantada por corais, as músicas natalinas, ou christmas carols, como são conhecidas mundialmente, mantêm-se firmes nos dias de hoje graças ao empenho de maestros e cantores em todo o planeta.



O velho cenário se repete. As vitrines com luzes em pleno dia, os shoppings disputando a melhor decoração. De repente percebe-se um espírito de bondade em pessoas que nunca sequer se olharam de lado. Pessimista eu? Pode ser. Cada música que se ouve, é a mesma coisa em qualquer lugar, em qualquer loja, qualquer ambiente.

Tem pessoas que até se emocionam em pleno calor do comércio ao ouvir as velhas melodias como se fossem inéditas.



A música sempre foi e será o elo entre todos, a maior e melhor forma de comunicação.

A música envolve, separa, irrita, emociona, transporta pensamentos.

As músicas natalinas em particular são de um tom cansativo.Com um pieguismo exagerado, como se forçasse o aparecimento de uma emoção obrigatória. É natal, então vamos ficar tristonhos, emocionados e bondosos para ser mais objetivo.



Interessante que as festas natalinas tem suas diferenças naturais como todas as festas sociais, cada ceia com seu determinado peso diante do bolso da família, mas as músicas são iguais. Um som de harpa angelical e repetitiva. A intenção com certeza é de elevar o espírito, reunir pessoas, agrupá-las. Mas nos dias estressantes e atuais, fica quase impossível curtir e concentrar-se em sons que terminam por parecer fantasmas ou voltamos no tempo só que com ausências queridas ou presenças envelhecidas e as músicas sem nenhum arranhão, pois passaram de vinil à cds, mp3 e agora mp4.



Duvido quem não ouça uma música natalina e não remeta alguma lembrança de uma história triste, de uma criança sem presente, de uma família carente. Fomos educados a sermos solidários, mas parece que só na época natalina. Hoje se ouve muito falar em amar ao próximo como perfil moderno e não espontâneo na índole.



E mais uma vez como sempre os ouvidos se deparam com os mesmos sons, as novas gerações cantando velhas e pobres canções.

As vitrines cheias de ilusões, os “papais noéis” driblando o orçamento para conseguir passar na chaminé e fazer feliz algum pequeno.



Se a música tem um poder tão inexplicável, que me traga um bom motivo para conseguir acreditar que a bondade existe durante o ano inteiro, mesmo que adormecida como uma velha canção natalina.



Yasmine Lemos

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

SÃO


O silêncio algumas vezes é melhor. Inacabado  carinho, corro atrás do abraço e do beijo. Eles não dão explicação, eles são.

Yasmine Lemos

18/11/2010

PARA RUBENS

Meu pequeno Rubens se recuperando de uma virose chata . Ele adora os esquilos e a música , fica curtindo comigo. Pra você meu amor. YL

terça-feira, 16 de novembro de 2010

VIVA O AMOR - SENTIMENTO MAIS CORAJOSO DO MUNDO

Oi  pessoas do bem! voltando para meu cantinho virtual , lógico com música linda que merece a tradução no post.
beijo!!! YL


Ilhas Na Correnteza (tradução Islands in the stream) 



Amor, quando conheci você senti uma paz desconhecida

Eu comecei a conhecer você

E fiquei calmo por dentro
Havia alguma coisa acontecendo
Você fez algo comigo que não sei explicar
Abrace-me forte e não sentirei dor
A batida do meu coração diz
Tem alguma coisa acontecendo
O amor é cego


Ele requer dedicação
Esse amor que sentimos não precisa de conversa
Nós podemos seguir juntos, ah-ah
Fazendo amor um com o outro, ah-ah



Ilhas na correnteza
É isso que somos
Ninguém entre nós
Como podemos estar errados?
Navegue comigo
Para outro mundo
E confiaremos um no outro, ah-ah
De um namorado para outro, ah-ah



Não consigo viver sem você se o amor for embora
Tudo é nada quando você não tem ninguém
E você caminha à noite

Lentamente, perdendo de vista o sentido real

Mas isso não irá acontecer a nós, e nós não temos nenhuma dúvida

Profudamente apaixonados, e nós não recebemos qualquer saída


E a mensagem é clara

Este poderia ser o ano para a coisa real

Você não vai mais chorar

Amor, não irei te machucar nunca


Nós começamos e terminamos como um só
Apaixonados para sempre
Nós podemos seguir juntos, ah-ah...
Fazendo amor um com o outro, ah-ah


Ilhas na correnteza
É isso que somos
Ninguém entre nós
Como podemos estar errados?
Navegue comigo
Para outro mundo
E confiaremos um no outro, ah-ah...
De um namorado para outro, ah-ah!!





sexta-feira, 12 de novembro de 2010

ALEGRIA

UM FIM DE SEMANA COM ALEGRIA bj YL


Alegria é uma imposição da alma intimidando a dor, uma posição do corpo. A tristeza humilha e curva o homem. A felicidade deixa-o com os pés quase levitando, sorriso sem querer apagar. Prefiro está sempre procurando no céu um som que se soltou no ar, do que acreditarem que cato pedras no chão. Danço conforme o compasso do meu tempo.

Yasmine Lemos

12/11/2010

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

BRILHO DE SOL


Felicidade é me ver no seu olhar. Espelho com brilho de sol e me revelar.
YL
11/11/2010

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

AS SUBTERRÂNEAS SÃO AS PIORES

Escrevi esta crônica ano passado para Revista Papangu aqui do RN , hoje organizando minhas pastas ,me deparei com ela e não resisti em postar. bjs YL

Laerte (camisa preta) e Fábio)

Existem conversas cansativas, tristes, demoradas, repetitivas, bonitas e outras tantas. Em meio ao estresse, tão na moda, aprendi a folhear as revistas de fofocas das celebridades e assistir aos programas, para saber quem traiu quem. Cansaço mental em dose tripla.

Desligo a TV, fecho a revista com a visão impaciente. E a vida continua. Sempre que dá, lá vou eu ao salão de Ana Madalena. O ambiente é sempre desconectado com as agruras do mundo lá fora. Desliguei o meu mundo aqui dentro, que muitas vezes me faz parecer uma observadora do tempo que passa ao contrário e sei que não mudarei absolutamente nada.

Cabelos molhados, toalha nos ombros, cadeira e a “munição” pronta. Como já disse o mundo lá dentro gira diferente. Colorido, musical, atualizado com as celebridades.

Êpa! Especializados em cabelos, escovas, vida pessoal, intima e etc e tal, só a dupla fenomenal da equipe de Ana.

Laerte e Fábio.

Não é dupla sertaneja não, embora eles ADOREM! Edson e Hudson, Bruno e Marrone, Victor e Leo e outras novidades. Ouço as mais interessantes conversas e comentários da dupla “F & L”. Eles têm uma intimidade com os famosos, que causaria inveja as fontes das redações da Revistas Caras, Gente, aliás, eles são afiados e afinados.

Fábio é dengoso quando fala. Fã de Sandy e Júnior, não admite que ninguém diga que Júnior não canta, nem toca, nem... Seria eu a louca de divergir?Já fez loucuras para assistir uma peça de Marcelo Farias, levou a máquina digital, usou flash, sem ser Bob e tudo.

Mas como eles sabem de tanta coisa?Eu pensando com meus botões. Ha! Eu já sonhando, dona de uma revista entre o trajeto central Projac-Globo e redações tendo eles como as fontes...

Laerte também não perde no requisito língua, digamos: lâmina laser Tramontina, no sentindo de sintetizar a análise de uma atriz ou ator famoso, ou ir mais a fundo sobre determinado episódio que saiu na Revista Tititi. A cada mecha do meu cabelo esticado, um relato sobre as atrizes que fingem ser santas e não são e dos atores que não assumem que são bofes. Se pudesse eu parava o tempo, a voz deles vai diminuindo o volume, dependendo do grau do segredo, com o barulho do secador, é como se fosse um balbuciar. Espontaneidade sem nenhum medo do que os outros vão achar. Os elogios existem também,quando eles gostam,sai de perto, mas por meio da disputa da dupla:

- Diga pra gente qual o vestido de noiva mais bonito: o de Sandy ou de Juliana Paez? Os dois com suas escovas nas mãos e os olhares para mim. Eu “miando” quase que não respondo.

Eu que já tinha ouvido de quase tudo na minha vida sobre comportamentos humanos e seus termos, quando ouvi do “MARA” (MARAVILHOSO) Laerte uma pérola:

- Sabe esta aí que se acha a tampa? (mostrando a foto de uma famosa em uma revista)

- Sim! Sei, a que noivou e depois acabou.

-Sabe o que eu acho que ela é mesmo? (ele perguntou novamente)

- Não! Respondi louca pra saber e com meus cabelos molhados tampando meus olhos.

- Ela é uma MULHER SUBTERRÂNEA, MAIS BAIXA QUE O CHÃO! (disparou o seguidor da fama alheia)

Realmente, Laerte deve ter lá suas razões, pois lá por baixo, existem outros mundos. Sai neste dia pedindo ao meu destino que se tivesse em minhas mãos, as linhas da fama e os holofotes, que fossem apagados, definitivamente.


Yasmine Lemos
Revista Papangu/2009

AVES DE RAPINA


Vejo aves de rapina cercando sorrisos e laços. Estas aves são pessoas que não sabem ser, são estigmas.

Querem picar,roubar, ferir, separar e fugir, soltando grunhidos horrendos. Pensam que voam. Só os pássaros que amam, voam. Estas pessoas não.

Levam no bico pedaços de alegrias alheias, de longe observo, sem estilingue, me liberto. Voo para um rumo certo: minha alma, espaço do grito que ninguém ouve.

-Voem passarinhos!

Yasmine Lemos

10/11/2010

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