A futilidade tem vários rostos, mas algumas linhas de expressão realçam mais : a frivolidade e o pouco racíocinio. Uma preguiça em querer sair do mundo egoísta e banal.
Sempre gostei de entrar nessas lojas grandes que tem sempre uma cantora baiana como garota propaganda da nova coleção. É uma terapia para mim. Diferente daquelas maisons (boutiques de grifes) caríssimas que só de olhar a vitrine e os olhares poucos simpáticos das vendedoras, sinto vontade de estirar a língua , criança no banco de trás do carro dos pais faz muito isso.
Já tive fases da minha vida que comprava coisas de marcas boas mas não havia comparação. É bom, é estimulante. Passei por ínumeras etapas, até assistir inúmeros invernos e verões, tendo que escolher entre uma comida do meu bebê ou aquele biquini show para o verão. Fui aprendendo e agradeço a vida por isto. Sou vaidosa, adoro me arrumar, acho que toda mulher deve querer se sentir bonita, mas tudo tem limite. Tudo muda em segundos ou é mentira?
Já tive fases da minha vida que comprava coisas de marcas boas mas não havia comparação. É bom, é estimulante. Passei por ínumeras etapas, até assistir inúmeros invernos e verões, tendo que escolher entre uma comida do meu bebê ou aquele biquini show para o verão. Fui aprendendo e agradeço a vida por isto. Sou vaidosa, adoro me arrumar, acho que toda mulher deve querer se sentir bonita, mas tudo tem limite. Tudo muda em segundos ou é mentira?
Hoje entrei mais uma vez nessas super lojas populares e gigantescas, me sinto em casa, as vendedoras não me seguem, nem sabem meu aniversário, nem o número do meu telefone, não recebo cartões obrigatórios de boas festas, elas sabem que estou na multidão, nem ficam me babando porque deixo que elas alcance a cota de vendas do dia .
Percebi um grupo de jovens bem arrumadinhas até demais para uma manhã de sol , cabelos super escovados, salto alto, bolsas de grifes enormes, nariz empinado e uma certa vergonha de serem reconhecidas por lá.
Eu longe de ser bondosa nessas horas, me sinto uma platéia privilegiada. Fui me aproximando e percebi de perto a agonia e a discussão em quem iria para fila, enquanto os blackberrys se misturavam aos cabides e chaves dos carros das luluzinhas. Veio uma vontade de perguntar se elas não iriam postar no twitter
– “Estamos aqui na loja tal, comprando na liquidação, marca...
Ih! Seria uma maldade.
Eu fui pra fila ainda esticando o pescoço para assistir o “desespero” das pobres meninas.
Aqui na minha linda terra minha gente, tem de tudo: corrupção na política, propina, cinismo e futilidade para dá e vender em cabides com ou sem grife .
E como dizia meu velho pai “vamos em frente que atrás vem gente” no meu caso, na fila.
Yasmine Lemos
30//11/2010
